sexta-feira, 12 de junho de 2009

NÓS DA GRAÇA

Já não há tempo para o preconceito
Já não é tempo para divisão
Hoje é o dia de se olhar no espelho
Só uma pausa para pedir perdão

Já não há tempo para negar os fatos
Nenhum minuto de televisão
Esse é o momento de sermos nós mesmos
Ser mais amigos e não só irmãos

Um novo tempo de Graça
Os nós da Graça
O nosso estado é de Graça
Templos da Graça

Já não é tempo de apontar o dedo
Já não é hora de passar sermão
Esse é o dia de dobrar joelhos
E que venha a perseguição!

Já não é tempo de ficar com medo
Já não é hora de seguir em vão
Esse é o momento de marchar em frente
E as águas do mar se abrirão

Os nós da Graça
Ações de Graça
Os nós da Graça
Templos da Graça
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Esta canção é uma nova canção mesmo, completamente amalgamada com esse novo tempo em que escolhi viver, depois de ser escolhido pelo Deus misericordioso para caminhar e anunciar o evangelho da Graça a todos que me puderem ouvir e crer. Fala das implicações de se viver realizando ações de graça no caminho da verdade e da vida. Implicações que jamais complicam, mas apenas libertam e curam. Isso porque, de fato, nele podemos produzir conhecimento, vivenciar sentimentos e assumir/cultivar valores que formam novos homens e novas mulheres livres, a partir de relacionamentos interpessoais baseados em amor, liberdade e solidariedade, os chamados “nós da Graça”.

Caminhar nesse espírito é, pois, experimentar o prazer da liberdade cujo limite é apenas o amor. Amor aqui não é só um mandamento, um sentimento, um conhecimento, mas também um “modo de vida”, o qual não segue fórmulas ou padrões previamente estabelecidos por homens, mas que tão somente cria e re-cria em cada HOJE, vida cristã e seus modos.

Procuramos viver em “novidade de vida”, evitando tudo que paralisa, entrava e oprime o ser. Quanto às adversidades, o sofrimento e os momentos de dor, certamente, não deixaremos de, contra a nossa vontade, vivenciá-los, mas só para abandoná-los depois de ter aprendido o máximo possível com eles.

Evidentemente, não são todas as pessoas que querem fazer conosco esta caminhada. As coisas que têm apenas “aparência de sabedoria” podem ter sido neles tão fortemente interiorizadas que já não podem deixar de crer na absoluta necessidade de trabalharem, também eles, para alimentar e re-produzir as mesmas estruturas, instituições e formações que os enredam e aprisionam, embora também lhes deem certa margem de liberdade o suficiente para considerarem como boas e necessárias as relações que estabelecem entre seus iguais e com os “outros”. Relações que não são em nada graciosas. Da graça decaíram.

Para todos aqueles que veem nesses modos de ser, nesse “tempo da Lei”, um mal que realizam contra si próprios e contra os outros, a solução a ser construída é desamarrar os nós do velho tempo, antes de tudo, dentro de nós, enquanto construímos os nós da Graça até que eles nos formem, até que sejamos apenas os inacabados Nós da Graça, Templos do Deus Gracioso que vive em nós. Nós, os da Graça, através do auxílio mútuo, da edificação e exortação mútua, tornamo-nos.

Adir Freitas
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